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22 de novembro de 2017

Especialistas debatem perspectivas da política externa brasileira


Em entrevista ao UM BRASIL, Adriana Erthal Abdenur e Marcos Troyjo analisam a posição brasileira diante das transformações globais

“Apesar de não merecer, o Brasil continua como a segunda maior economia emergente do mundo”, afirma o diretor do BRICLab da Universidade de Columbia, Marcos Troyjo. Ao lado da professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio e fellow do Instituto Igarapé, Adriana Erthal Abdenur, ele participa de conversa com o canal UM BRASIL sobre a posição brasileira diante de uma ordem mundial em transformação.

“A imagem do Brasil sofreu certo desgaste em decorrência da crise econômica e da turbulência política no plano doméstico, o que teve seus reflexos na política externa”, afirma Adriana.  “Ainda assim, acho que há muitos atores que ainda apostam que o Brasil no médio e longo prazo vai retomar o crescimento”, observa. A entrevista faz parte de uma série realizada em Pequim durante o Brazil+China Challenge 2017, ocorrido nos dias 1º e 2 de setembro.

“Não estamos na ‘Brasilfobia’ de 2002, tampouco na ‘Brasilmania’ dos anos 2010, quando se imaginava que em uma década ocuparíamos o quinto lugar entre as maiores economias do mundo”, acredita Troyjo. “É claro que há uma enorme decepção, um desalento com o fato de que o Brasil está se tornando uma espécie de desperdiçador serial de oportunidades. Por outro lado, as pessoas estão satisfeitas com o desenvolvimento institucional, sobretudo com os reflexos da operação Lava Jato”, afirma. “Isso deve pagar bônus de médio prazo para quem apostar nesse momento no País.”

Segundo ele, o Brasil ainda tem destaque, apesar de as oportunidades de crescimento efetivo serem continuamente desperdiçadas. “Apesar de não merecer, o Brasil continua como a segunda maior economia emergente do mundo. Os dados mantêm, no médio prazo, uma febre do futuro do País”, acredita. Assista a entrevista completa aqui.

 

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